Hoje resolvi falar sobre uma das minhas maiores paixões: os livros. Na verdade escolhi para falar sobre dois livros escritos por Markus Suzak, A menina que roubava livros e Eu sou o mensageiro.
Markus nasceu em 1976 e ainda mora em Sydney, filho de mãe alemã e pai austríaco. Já publicou cinco livros. É atualmente um dos romancistas mais poéticos e inovadores. Recebeu diversos prêmios por excelência em literatura jovem.
Atualmente estou lendo Eu sou o Mensageiro sendo que já li A menina que roubava livros duas vezes. Não tem como se comparar estes livros. A menina que roubava livros é espantosamente melhor preparado, bem feito e durante a leitura nota-se o quanto o autor pesquisou sobre o assunto, enquanto que no Eu sou o Mensageiro o texto é pobre. com palavras de baixo nível e diálogos insossos.
A menina que roubava livros é a história de Liesel Meminger contada pela própria Morte. Liesel é filha de um comunista com uma alemã, durante o nazismo seu pai foge e a mãe não tem como criar os filhos. O livro começa com nossa protagonista, sua mãe e seu irmão viajando de trem para outra cidade onde as crianças serão doadas para uma família. O irmãozinho de Liesel morre no caminho e é aí que a Morte encontra pela primeira vez com Liesel e se encanta com a menina. Até o fim do livro Liesel e a Morte irão se encontrar muitas vezes enquanto esta recolhe almas perdidas na guerra.
Liesel é adotada por Hans e Rosa Hubermann. Hans, um homem doce mas abatido pelo cansaço, com olhos cinzentos de amor, trabalha como pintor e músico nas horas vagas. Rosa, uma mulher que chama a todos de porcos, tem uma briga com a vizinha que todos as noites cospe em sua porta, mas no fundo ama muito Liesel.
Liesel também faz parte do time de futebol da rua junto com meninos de personalidades marcantes, sempre se destacando Rudy Steiner, um menino brincalhão apaixonado por ela.
No meio de toda confusão característica da guerra, com ataques aéreos a noite e muita briga com sua mãe durante o dia, Liesel vê o seu refugiu no porão de casa onde ela treina para aprender a ler, ajudada sempre por seu pai.
A Guerra avança e ruas são fechadas, pessoas desaparecem misteriosamente e Liesel e sua família ajudam a ocultar um judeu fugitivo. No meio de todas essas desgraçadas ainda existe tempo para um futebol na rua com os amigos, pegar fruta do pé na colina ou roubar livros. Sim, por que Liesel é uma ladra de livros.
No enterro do seu irmão ela rouba o primeiro livro, O manual do coveiro, rouba também um livro chamuscada da fogueira de livros judeus, e com o tempo passa a invadir a casa do prefeito com sua enorme biblioteca.
Realmente um ótimo livro, com um final surpreendente.
Depois de ficar fascinada com esta história, me empolguei para ler o segundo livro do mesmo autor, e corri para o Submarino comprar Eu sou o Mensageiro. Uma decepção. Não sei se o fato de estar esperando muito deste livro fez com que ele consegui atingir meu patamar de expectativas, mas achei um texto muito fraco.
Basicamente a história conta sobre Ed Kennedy. 19 anos. Um perdedor. Isso é o diz a contracapa e é exatamente isso. Um menino de 19 anos, taxista que passa o tempo todo com seus amigos jogando cartas, xingando e reclamando da sua vida. Após cometer, sem querer, um ato heróico começa a receber cartas de baralho com endereços escritos. Em cada endereço ele acha pessoas precisando de algum tipo de ajuda e … ele é o mensageiro, que está lá para salvar aquelas pessoas, sendo do marido que estupra a esposa, da velhinha solitária que ainda espera seu marido morto voltar ou da menina tímida que quer se libertar.
Bom, eu não gostei, não é nem questão da história, mas sim do modo como foi escrita. Quem sabe o problema seja a tradução, não sei, posso até pegar o original em inglês para conferir, mas enfim, tá aí a dica.
Se alguém leu e concorda comigo ou não pode deixar um comentário. Ou se alguém quiser saber mais sobre o livros, eu não quis contar o final, mas se alguém quiser saber =) .
Escrito por Vitória Bernardi 