
Já li a maioria dos livros do psiquiatra Irvin Yalom, e no geral são todos de boa leitura, interessantes, recomendo. Yalom deixa bem claro que é inspirado por Nietzsche e Schopenhauer em todos seus livros e está sempre citando seus livros. Esse livro em particular fala sobre Schopenhauer (jura? hehe).
Conta a história de Julius, 65 anos, psiquiatra que tratava muitos casos de pacientes terminais e descobre num exame rotineiro que tem um melanona (câncer de pele). Sente-se transtornado pois todos os métodos que usava com seus pacientes parecem não fazer sentido quando aplicados a ele próprio e assim se depara com a morte real. Desolado, busca consolo em seus livros, redescobrindo a obra Assim Falou Zaratustra, de Nietzsche, que celebra a vida, mostrando que devemos amar o nosso destino e buscar a morte na hora certa.
No livro de Nietzsche, Zaratustra pergunta: “Você repetiria essa vida eternamente?”. Isso faz com que Julius se depare com a maior questão, eu imagino, que alguém em estado terminal passa: Ficar parado esperando covardemente a morte chegar ou seguir a vida como se nada tivesse mudado, vivendo nosso vida eternamente?. Eu não sei o que escolheria. Parada não ficaria, mas minha mentalidade com certeza estaria bem diferente. E exatamente isso que Julius pensa. Ele não fica parado esperando a morte então escolhe rever seus pacientes e ver se realmente mudou algo na vida deles, se ele, como psiquiatra, foi útil para alguém.
Pegou seu maior fracasso, Philip Slate, homem bonito e viciado em sexo. Ao procurar Slate descobre que este se tornou também um terapeuta. Um terapeuta seguidor de Schopenhauer. Schopenhauer para quem não conhece procure no Wikipédia, hehe não, sério, ele era um filósofo pessimista. Em um de seus livros ele analisa sobre a morte e se após nosso fim nossa vida continua em nossos filhos, enfim, bem bonito.
Slate quer se tornar orientador pelo pensamento de Schopenhauer mas para isso precisa ter 200 horas de supervisão. Pede então para Julius uma troca, este faz a supervisão dele enquanto ele ensina a Julius sobre Schopenhauer.
Durante a terapia que se segue Julius pede a Slate para participar de terapia em grupo para melhor seu relacionamento com as pessoas. Bem, no começo Slate arredio e anti-social até que começa a participar mais ativamente do grupo.
Ah, mas eu também não vou contar tudo né? Espero ter despertado o interesse em alguém. E quem já leu deixe um comentário contando o que achou, adoraria saber a opinião de todos.
Aliás, uma pergunta para se pensar: Você repetiria sua vida eternamente?