Chinese Democracy – Guns N’ Roses

12 Novembro, 2008

guns_chinesed

Uma resenha do “Chinese Democracy”, novo álbum do GUNS N’ ROSES, de autoria de Pedro Carvalho e publicada no UOL Música, relata que: “A primeira e principal impressão na audição do disco, é a sonoridade pretensamente moderna construída pela produção conjunta de Axl com o norte-americano Caram Costanzo(…) A tentativa de compensar composições pouco imaginativas com a produção mirabolante e exagerada remete a um pintor que disfarça uma tela medíocre usando tintas de cores exóticas e brilhantes(…) As canções mais pesadas, como ‘Shackler’s Revenge’ e ‘Scraped’ soam como tentativas de imitar gêneros recentes, mas já datados, como o nu-metal e o metal industrial, com suas misturas de riffs de guitarra graves repetitivos, seqüências eletrônicas e abuso de efeitos sonoros digitais”.

de Whiplash

Eu gostei um pouco do CD. Nada que justifique todo o tempo que levou para ser finalizado, mas bonzinho. Chinese Democracy, Madagascar, There Was a Time, algumas que gostei. Mas com certeza decepcionou.


Discurso de Nizan Guanaes

12 Novembro, 2008
DISCURSO DE NIZAN GUANAES
(Como paraninfo na formatura de uma turma na Facs) 

Dizem que conselho só se dá a quem pede.
E, se vocês me convidaram para paraninfo, estou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns.
Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.

Não paute sua vida nem sua carreira pelo dinheiro.
Ame seu ofício com todo o coração.
Persiga fazer o melhor.
Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência.

Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha.
Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro.
Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro.

Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro.
E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar.

E tudo que fica pronto na vida foi antes construído na alma.

A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano.
O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse: “Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo”.
E ela responde: “Eu também não, filho”.

Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário.
Digo apenas que pensar e realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.

Meu segundo conselho: pense no seu país.
Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal, é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homem. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu.

Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: “Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito”.
É exatamente isso que está escrito na carta de Laudicéia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É preferível o erro à omissão; o fracasso, ao tédio; o escândalo, ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso.

Colabore com seu biógrafo: faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.

Tenho consciência que cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma evolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, caminhando sempre com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.

Não use Rider: não dê férias a seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: “Eu não disse? Eu sabia!”

Toda família tem um tio batalhador e bem de vida que, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo o que faria, se fizesse alguma coisa.

Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta à noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar. Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. Das 8 às 12, das 12 às 8, e mais, se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios.

O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta, enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.

Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas; mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama “sucesso”.

Nizan Guanaes é Publicitário, ex-diretor do site IG e dono da agência DM9

de: Karin Izumi


A Cidade do Sol de Khaled Hosseini – part 1

12 Novembro, 2008

Hoje chegou minha encomenda da Submarino. A Cidade do Sol de Khaled Hosseini, o autor de O Caçador de pipas, aliás, odeio quando identificam um autor na capa do livro falando de outro livro que ele escreveu, parece que tira a importância do livro em questão, como se a pessoa não pudesse reconhecê-lo apenas pelo que ele é, mas precisa de outro livro para reconhecer, como se o segundo tivesse maior importância, mas isso não importa agora, eu mesma sempre faço isso (como vou saber se a pessoa conhecesse o autor só pelo nome, tento facilitar) enfim, amei o Caçador de Pipas e por isso comprei outro livro do autor.

Espero que não me decepcione como aconteceu com Eu Sou o Mensageiro, mas já falei sobre isso, se não entendeu, leia nos posts abaixo (hoje estou má, não quero escrever muito não).

Enfim, não vou nem abrir ainda, parte por que tenho mais 7 livros (da feira do livro) na fila para ler e parte por medo de me decepcionar (que pessoa fraca), daqui a pouco não agüento mais e leio no mesmo dia.

Quem já leu pode comentar aí dizendo o que achou, mas sem contar o fim. E depois que terminar eu mesmo falo o que achei.

ps.: título original: A Thousand Splendid Suns

Comentário: tradução “perfeita”!


Ignorância

12 Novembro, 2008

O quanto devemos confiar em informações na internet?

Fico imaginando a quantidade de pessoas escrevendo sobre assuntos que podem ignorar completamente. Na verdade comecei a pensar nisso hoje quando falei com meu professor sobre esse blog. Imagino alguém que realmente entende do assunto lendo algo que eu escrevi. Certo, vamos dizer que eu entendo do que escrevi, mas entendo restritamente aquilo que escrevi, nunca pesquisei ou procurar saber mais além do que o que está escrito.

Pelo menos estou sendo sincera sobre isso, reconheço que estou começando meus estudos, entendo mais que muitos, mas muito menos do que vários, então por que estou escrevendo sobre um assunto no qual não tenho completo conhecimento?  Bem, aí me aparece outra questão. Quanto alguém pode afirmar que realmente sabe sobre um assunto? Afinal segundo Sócrates quanto mais aprendemos sobre algo mais percebemos o quanto ignoramos aquele assunto.

“Só sei que nada sei.” Sócrates

Fica a questão, comentem e vamos discutir sobre isso.